Precisamos de outras Zildas

janeiro 15, 2010 § Deixe um comentário

Há certas pessoas que quando morrem parecem deixar um vazio maior do que outras, pelas sensações que produziram com seus gestos, pela maneira como conduziram suas vidas, pelas expressões registradas através das lentes de amigos e queridos mais próximos. Mas, sem a menor sombra de dúvida, o fator produtor desta orfandade incurável, o mais relevante, diz respeito ao que fizeram.

Aquilo que suas mãos produziram, parece que se vai com elas. Por isso Tiago ensina que devemos LIMPAR AS NOSSAS MÃOS (Tg 4:7) e PURIFICAR O NOSSO CORAÇÃO, para que nossas mãos não se prestem à violência, à injustiça, ao terror ou a qualquer outra obra injusta.

Ouvindo com tristeza sobre a morte de Zilda Arns e observando com cuidado seu currículo de serviços prestados à população invisível dos SEM dignidade, SEM teto, SEM comida, SEM (…), pensei comigo mesmo, pondo por um instante meu orgulho reformado de lado: Como precisamos de zildas entre nós?

Vendo o tecido cristão genuíno se deteriorar pelo consumismo e materialismo da nossa sociedade, confirmados e promovidos pelos púlpitos evangélicos do país, atrevi-me a desejar uma “pastoral da criança” para minha igreja local. Isto porque, já há muito desisti de demonizar tudo que é Católico. Deleito-me na patrística, no conceito monástico de devocão, na Cristologia refinada… Portanto, tenho o direito de desejar que Deus envie zildas para minha igreja.

Homens, mulheres, jovens e idosos, estamos em missão. Precisamos estar cheios do Espírito para testemunhar integralmente ao homem integral. Quem se habilita a seguir o exemplo cristão que Zilda ousou praticar?

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