Pra quem não tem preguiça de pensar!

dezembro 16, 2009 § 2 Comentários

Quanto maior for o leque de opções, maior a dúvida!

Você lembra do tempo em que abria a porta do guarda-roupas e podia contar as suas peças de vestuário? Naqueles dias a dúvida era menor porque eram poucas as opções. Hoje, você fica parado, olhando aquele monte de pano sem uso, e pensa como combinar tudo, até com a cor do mostrador do relógio. Assim, a dúvida que nunca o incomodou, agora lhe rouba tempo e até impõe uma leve pressão. Mas, há um grande benefício na dúvida: o questionamento.

Se deixarmos o universo da moda e entrarmos pelo campo das ideias, as alternativas são tantas que nos força a não optar, desmotivando-nos a exercer qualquer poder de decisão. Mas, a multiplicidade de ideias enriquece o debate e chama atenção para fatores nunca dantes reparados. É por isso que você encontra inúmeras vertentes do pensamento econômico, político e social. Temos a impressão que nestas ocasiões a VERDADE não parece estar com ninguém e ao mesmo tempo parece estar com todos, levando-nos à tendência de relativizar e fugir dos absolutos, rotulando uma decisão de certa e outra de errada. Mas, cometemos o erro de acharmos que podemos utilizar o mesmo critério relativista que se aplica às teorias sociais, a todos os temas da vida. É por isso que hoje em dia relativizamos tudo: sexo, casamento, religião e tudo mais. Mas, é incrível como não relativizamos moda. As programações de TV estão cheias de estilistas que usam critérios absolutos para falar sobre a maneira certa de se vestir e ai de quem discordar. É incrível a nossa tendência às futilidades e ao emburrecimento.

Mas, toda esta volta, estes poucos argumentos não muito bem desenvolvidos porque o espaço não permite, é pra dizer que no contexto religioso convivemos com as mesmas tendências. Há uma enorme variedade de religiões e suas variantes. Apenas dentro do contexto protestante nacional, o cardápio é variado e há uma igreja pra cada gosto, respeitando cada dúvida e surpreendentemente atraente a cada pessoa. Mas, de uma coisa eu tenho certeza, a fé é de longe mais importante do que nosso guarda-roupas ou as últimas tendências de Paris e Milão. Agora pense: se os costureiros de plantão admitem pensar de forma absoluta, eu e você deveríamos ser diferentes no plano da fé? Mesmo porque, isso determinará com que tipo de roupa vamos passar a eternidade: vestiduras brancas de linho fino ou um traje à prova de fogo.

Quem ler, entenda!

Por favor, poderia cooperar com uma sugestão para o título deste curto artigo? Desde já, agradeço pelas sugestões!

Pr. Weber

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