AS NOSSAS CRISES DE CADA DIA

outubro 1, 2009 § Deixe um comentário

pe0066437Ano passado, o mundo todo foi surpreendido por notícias sobre um “tsunami” econômico de dimensões incalculáveis e de consequências imprevisíveis. Só se falava da bolha imobiliária, falência de bancos americanos e desmoronamento de impérios financeiros, antes considerados sólidos e seguros. A palavra que mais se ouvia pelas ruas e praças desde Wall strret à Avenida Paulista era: CRISE. Babás que caminhavam pelo calçadão de copacabana, aposentados com a sua turma da sueca e do dominó, operários da construção civil, camelôs e vendedores ambulantes, médicos, engenheiros e advogados, todos, unanimemente, passavam o tempo conversando num economês popular sobre a nova CRISE. Nesse tempo, uma espécie de temor coletivo abateu-se sobre o mundo. Eu mesmo constatei que as expressões das pessoas com as quais relacionava-me estavam mais marcadas, seus músculos faciais mais retesados, o tom de voz mais grave e um medo impossível de ser escondido, dado ao fantasma do desemprego que rondava até pelos corredores de escritórios dos altos escalões do mundo corparativo. Foi um ano difícil!

Mas, você já parou para pensar que convivemos com outras crises não menos importantes? Refiro-me às crises éticas que colocam em cheque as instituições nacionais; as conjugais, que arrastam milhares de casais para as barras dos tribunais todos os anos; as morais, que enchem os motéis de pessoas em busca de sexo casual; as de segurança, que desafiam os moradores do Rio de Janeiro desde o fim da guerra do Paraguai até hoje, e que transborda no surgimento de facções criminosas de toda espécie – comando vermelho, terceiro comando, milícia, PCC. Isto para não falarmos das crises silenciosas, porém não menos agressivas, as existenciais! Meu Deus, que horror! Gente que sofre de medos imaginários, ansiedades, palpitações, pânico, depressão… Gente que não vê esperança, não consegue ver a luz mesmo em dias ensolarados; gente que parece viver nas sombras, num mundo sem cor; gente torturada pelos efeitos colaterais dos ansiolíticos, antidepressivos e drogas afins. Esta é uma crise que as autoridades nada podem fazer, que os jornais e revistas só conseguem tocar na superfície das causas e sugerir novas dietas, novas posturas e novos hábitos.

Se você está mergulhado numa crise dessas, conte com as minhas orações, simpatia, estímulo, compreensão e ainda que seja apenas no mundo virtual, com a minha amizade e cuidado pastoral, amor cristão e encorajamento.

No dia 11 de Outubro, vou me aventurar a pregar uma série de mensagens, na tentativa de construir um cenário de esperança para a minha congregação. O título será: AS NOSSAS CRISES DE CADA DIA. Quero falar a esta imensa massa de gente infeliz, que aprendeu a conceituar felicidade de maneira tão torta e irreal que acabo por me consumir de piedade. Quero reconstruir junto com meu rebanho conceitos sobre sucesso, fé, família, e sugerir o resgate de uma espiritualidade que nos permita buscar a Deus como um fim em Si mesmo. Quero poder abençoar a vida de tantos quantos se dispuserem a ouvir as reflexões de um pastor que busca diariamente as fontes das águas de descanso para as suas ovelhas.

ICNV-Vila São Luiz / Duque de Caxias – Avenida Marechal Hermes 613. Acesse o nosso site para maiores detalhes (www.icnvvila.com.br).

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