Quando fui desafiado a pregar pela primeira vez na igreja, fiquei literalmente desesperado. Meu pastor telefonou para a minha casa num domingo à tarde convocando-me para substitui-lo no culto da noite. Gelei da cabeça aos pés. Lembro-me de ter entrado no meu quarto e orado para que Deus me desse um assunto, uma ideia, alguma orientação. Foi a minha primeira experiência com o que chamo de “angústia da pregação”. Não preciso detalhar as minhas diversas reações; mas, vendo o tempo passar, lembrei-me de haver lido alguns dias antes um belo texto de Billy Graham entitulado AS MÃOS DE JESUS; não pensei duas vezes, organizei os pensamentos em quatro pontos e parti para a minha primeira aventura como pregador.
O culto, como de costume, começou às 19:00h em ponto. Não me lembro de nada a não ser do meu coração acelerado, do suor frio e das pernas bambas. Na hora do sermão ele me chamou ao púlpito e lá fui eu, inseguro e cheio de medo para a minha primeira experiência. Preguei o sermão de Billy Graham como se fosse ele e muitas vidas naquela noite vieram à fé em Cristo como Senhor e Salvador. Lá se vão trinta anos.
Como você pode imaginar, virei fã do Dr. Graham. Passei a ler tudo que ele havia escrito disponível na língua portuguesa. Um dia deparei-me com um artigo novo. Sentei e comecei a devorar suas abordagens e de como organizava os assuntos, até que li a seguinte frase: “Deus não usa um homem desanimado”. Tomei um susto pois sempre acreditei que Deus poderia usar a quem Ele quisesse. Hoje, acredito que fiquei um pouco ofendido, pois vivia períodos inteiros de grande abatimento.
Lentamente, ao longo dos anos, fui descobrindo quão verdadeira é esta afirmação. Me parece que o desânimo nos faz flertar com a incredulidade e a dúvida, nos coloca numa condição imprópria para testemunhar sobre o amor, a graça e o poder de Deus.
Por toda Bíblia encontramos diversas exortações divinas à perseverança. Todas elas indicam movimento. A imagem que se forma em minha mente é de alguém no meio de uma tempestade caminhando contra o vento, mas, por mais difícil que seja, não desiste de continuar caminhando. Pois é, desanimar é parar, é deixar-se convencer pela mentira de que não vale a pena continuar, em outras palavras, perder temporariamente a fé. Nesse estado, Deus não usa ninguém. Deus usa os sem dinheiro, os sem teto, os sem amigos, os sem cultura, os sem terra, os sem qualquer coisa; mas, Deus não usa os sem fé.
Desanimar é admitir que a guerra acabou e você perdeu; é enterrar viva a esperança; é enfim dizer: “eu desisto”.
Como pastor, tenho vivido momentos em que as sombras do desânimo têm tentado cobrir meu coração. A falência moral da sociedade; os gigantescos e insolúveis problemas sociais; o individualismo exacerbado; a falta de compaixão pelo pobre; o desinteresse pela Verdade; o apego ao misticismo religioso… me parecem fronteiras intransponíveis. Muitas vezes tenho pensado que não vale a pena continuar. Nesses momentos o Espírito Santo me traz à lembrança a frase de Billy Graham – “Deus não usa um homem desanimado” – e logo reajo e planejo o próximo passo.
Quem sabe, você esteja se sentindo assim hoje? Preste atenção! Perseverar é preciso. A vontade de Deus é consumada na perseverança. Quem não persevera não vê a Glória de Deus. Se você quer vê-la, persevere, recobre forças, tenha bom ânimo e siga em frente.
Como amor e carinho
Pr. Weber
Ontem, o Brasil viveu o seu dia de caos. Acidente ou falha nas linhas de transmissão de energia gerada em Itaipu, deixou dez estados da federação às escuras. As metrópoles do centro sul do país respiraram durante sete horas em densas trevas. Os sinais de trânsito não funcionavam; a defesa civil atendeu a centenas de chamados para socorrer pessoas presas em elevadores; unidades hospitalares de tratamento intensivo e neonatal lutaram sob o pânico da falta de geradores em centros de saúde importantes nas regiões afetadas… Foi um horror! Amanhecemos com a pergunta: O que aconteceu? Mas, ninguém sabe ao certo. O que se sabe é que para além da baixa qualidade dos serviços que o estado brasileiro oferece – apesar de saber cobrar com uma ferocidade absurda o imposto mais caro do mundo – agora, o país da próxima copa do mundo e da próxima olimpíada terá que proteger suas redes de transmissão interligadas das fatalidades meteorológicas – que com o aquecimento global deixarão de ser fatalidades para assumir características de realidade – e até da sabotagem de movimentos rurais, alimentados por uma ideologia que fez milhões de pessoas mergulharem na miséria e nações inteiras no alienamento industrial.
No dia 31 de Outubro passado comemorou-se o dia da reforma, dia que Martinho Lutero pregou as suas 95 teses na porta da capela de Wittemberg, opondo-se aos desmandos da igreja romana, especialmente à prática da comercialização de indulgências. Tal prática, tratava-se de um ato de aberta exploração religiosa, antibíblico, anticristão, e de total insensibilidade. Foi um grito de liberdade! Foi um chamado de volta às Escrituras; a reafirmação de que a justificação vem pela fé e não pela participação de um comércio religioso, que só pode ser classificado historicamente como exploração indecente.
Ultimamente, tenho pensado muito sobre os transtornos causados por personalidades deformadas. É difícil admitir o quanto fomos afetados pelo pecado, especialmente sobre a sua direta influência na nossa maneira de ser, ver, comportar-se e interagir com o mundo a volta. Devo dizer que ao longo desse processo reflexivo, não tenho descoberto nada que pudesse ser classificada como uma novidade, talvez seja porque o homem não é um projeto recente. Mas, não posso negar sobre o quanto tenho ficado impressionado com a tendência insistente de quase todos quererem negar quem são, e do fraco poder de reação da maioria na busca por uma vida transformada.
A oração é um dos temas que tem sofrido bastante com o vergonhoso estupro teológico causado por movimentos neopentecostais. Na verdade, eu nem sei se essa classificação é cabível, pois a multiplicidade de formas litúrgicas até a volatilização doutrinária desses movimentos é tão vasta, que acabamos por rotular de neopentecostal aquilo que já é um corrompimento do já corrompido neopentecostalismo.
Seria uma total insensibilidade ignorar que os seres humanos lutam com sua pecaminosidade desde sempre, e que Deus na sua excelente misericórdia os cobre com sua graça salvadora. Mas, não seria uma insensibilidade menor, deixar de admitir que este mesmo Deus os chama ao arrependimento e graciosamente sinaliza e adverte sobre os escorregadios atalhos legitimados por esta ou qualquer outra cultura. Ao fazer isto, Sua intenção não foi (e não é) desistir de atuar com graça, ignorando a fraqueza ou as lutas humanas, mas a de demonstrar sua vontade e pronunciar-se sobre o poder mortal do pecado. Ao fazer isto, intencionalmente ou não, Ele chamou à luz ao que chamamos de MORAL.
Que carreira escolher… Com quem se casar… Onde buscar trabalho… O que fazer diante de tantas alternativas… Estes dilemas são muito mais comuns do que qualquer um pode imaginar. Na verdade, as diferentes opções com as quais temos de interagir ao longo da vida nos obrigam – ainda que minimamente – a exercitar a reflexão e fazer escolhas, algumas certas, outras erradas, mas que nos pareciam certas. Assim, vamos construindo a nossa história.
A pornografia é bem mais antiga do que podemos supor. Existem registros históricos que reportam a era paleolítica. Arqueólogos descobriram em escavações da antiga cidade de Pompéia na Itália, gravuras que não somente endossam a existência de uma organizada rede de prostituição, quanto a existência de bordéis bem sinalizados. Historiadores afirmam que antes dos jogos de morte que aconteciam nas arenas romanas, os gladiadores passavam a noite em orgias sexuais com prostitutas profissionais.
De todas as severas advertências feitas às sete igrejas da Ásia, a que não me deixa parar de pensar; a que não me deixa descansar o coração; a que não me deixa esquecer a realidade do juízo, é a que foi pronunciada sobre Sardes:
Eu ainda sou um inexperiente no uso dessas ferramentas tecnológicas do mundo virtual. Site, blog, twitter… são terminologias que não aparecem com frequência nas minhas conversas do dia-a-dia. Ainda não aprendi a fazer todos estes recursos servirem aos propósitos de expansão do Reino de Deus, pelo menos dentro dos limites fronteiriços de minha operação. Mas, estou tentando tornar o blog mais atraente, o site mais fácil de ser explorado e encontrar no twitter uma maneira de comunicar para um maior número de pessoas a mensagem do Evangelho.
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